Amy, o documentário

 

Por Rodolfo Rodrigues

Amy

Medo, incertezas, conflitos, dores e talento, muito talento desperdiçado. De forma simplória é assim que podemos definir Amy Winehouse, com base no documentário lançado no ano passado e que chegou a Netflix, no primeiro dia de fevereiro.

Dona de um talento extraordinário a cantora britânica teve um final trágico devido ao vício em álcool e drogas, podemos dizer também que tudo ligado ao amor doentio que nutria por seu ex-marido Blake Fielder-Civil, que como diz uma médica no documentário: “É óbvio que ele estava se aproveitando do estado de saúde dela para não perder a mamata”, conta a doutora falando sobre as dificuldades impostas por Blake para tratar Amy.

Nas pouco mais de duas horas de filme fica claro que a cantora amava a música, mas não queria o sucesso, ou não sabia lidar com ele. Amy cresceu com alguns tormentos e traumas devido à separação dos seus pais. Começou a fumar maconha e beber bem cedo, mas foi com o ex-marido que partiu para as drogas mais pesadas, que a levaram ao óbito. Na adolescência ela também desenvolveu bulimia, que a acompanhou até a fase adulta.

Amy era perseguida pela imprensa a todo o momento, era zombada em programas de rádio e TV e vivia fugindo de fotógrafos que não a largavam nunca. Quando não estava sendo seguida por câmeras de TV era seu próprio pai que aparecia com uma equipe de filmagem para registrar seus momentos no Caribe, quando tentava abandonar o vício. É tão claro que o pai da cantora queria tirar vantagens financeiras da situação da filha, que a própria Amy o questiona em um momento: “Você quer dinheiro, pai? Eu te dou (…)”. “(…) Você quer me transformar em um produto”.

Um adendo na curta história da carreira de Amy é a banda que a acompanhava. Jazzistas espetaculares, não sei por onde eles andam, ou com quem estão tocando, mas aquela banda era ouro puro.

 

 

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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