Futebol real

Por Rodolfo Rodrigues

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Sol escaldante, picolé vagabundo, churrasquinho de “gato”, torcida com instrumentos musicais e jogando papel higiênico no gramado, equipes entrando em campo e passando por um portal, onde o árbitro pegava a bola, no melhor estilo Copa do Mundo. Times perfilados para o hino nacional e, é claro, amor ao futebol.

Esses foram alguns ingredientes que provei no último domingo pela manhã. Só não rolou arquibancada quente, porque o campo do Canaã, onde aconteceu a partida, possui cadeiras. Sim, em Ipatinga há alguns campos de futebol amador com bons gramados e cadeiras. Uma mistura do antigo e do moderno, se é que assim posso dizer (risos).

Fui com meu pai (bom companheiro de vários jogos), assistir a final do campeonato ipatinguense de futebol amador, onde o Industrial, time do meu bairro, cujo clube frequentei durante praticamente a vida inteira, enfrentou o Limoeiro. A partida terminou em 1 a 1, como havia vencido o primeiro jogo, o Industrial ficou com o título.

Não sou contra a modernidade e as coisas boas, muito pelo contrário, mas também não sou a favor da elitização dos estádios. Acredito que há espaço para todos, tanto para quem pode pagar caro e ter um lugar melhor, quanto para quem pode pagar um valor menor e mesmo assim tem a oportunidade de ver seu clube. Basta boa vontade para fazer setores populares nas Arenas.

O futebol é do povo, ou deveria ser para o povo. Na final do ipatinguense era nítida a alegria das pessoas: crianças, mulheres, enfim, a família no estádio, coisa que não vemos mais nas partidas profissionais pelo valor dos ingressos ou por medo da violência (alguns insistem em dizer que ingresso caro diminui a violência nos estádios, nunca vou concordar com isso).

Não era o Maracanã, não havia Messi ou Schweinsteiger desfilando genialidade, mas havia sim ex- jogadores profissionais, principalmente no Industrial, como o goleiro Rodrigo Posso ex- Cruzeiro e Ipatinga, o volante Xandinho ex- Social, Ipatinga e Caldense e o meia Jackson que já jogou em quase todas as equipes do interior de Minas Gerais.

Conversar de futebol com meu pai, cornetar e analisar as equipes em campos, assistir boas jogadas, rever colegas que há tempos não tinha a oportunidade de encontrar e lembrar como era o futebol em um passado não tão distante (exagero, talvez). Um domingo divertido e que coincidiu com a final da Copa do Mundo. Realidade MUITO distante, mas tendo o futebol como ator principal.

 

 

 

 

 

 

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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