Venda do WhatsApp: dúvidas, palpites e incertezas

Por Rodolfo Rodrigues

whatsapp

Desde o início da noite de ontem (19) o assunto que tomou conta da internet não poderia ser outro, a não ser a bilionária venda do WhatsApp para o Facebook.

É de conhecimento público que a rede social de Mark Zuckerberg perdeu boa parte de seu público jovem para outras redes como o Snapchat, Viber, WeChat e o próprio WhatsApp. Os jovens querem privacidade, e isso diminuiu quando seus parentes começaram a dominar o Facebook. Talvez  seja esta a explicação para a compra do aplicativo. Zuckerberg, que já tem uma imensa base de dados e sabe tudo (ou quase) sobre a sua vida, irá ganhar mais uma gama de informações sobre pessoas que escrevem o dia inteiro no app. Imagina o que pode ser feito sabendo antecipar compras e desejos das pessoas e vendendo essas informações para grandes empresas! Ele já faz isto com seu carro chefe (Facebook) e poderá fazer ainda mais com o WhatsApp.

Piadas, comentários, palpites e dúvidas estão dominando as conversas. Muito se deve pelo valor exorbitante da negociação: US$ 16 bilhões, envolvendo dinheiro e ações do Facebook.  Este valor é maior que o PIB de muitos países.  O montante realmente assusta, mas não podemos duvidar da capacidade dos empreendedores do Vale do Silício. Ao longo dos anos, eles acertaram mais do que erraram em seus negócios, ou seja, eles devem saber o que fazem.

Depois da negociação, várias dúvidas surgiram: o que será do aplicativo de mensagens agora? Vamos receber anúncios no meio das conversas? Agora teremos que pagar para o grupo inteiro do chat receber a mensagem, assim como acontece no feed do Facebook? Vai acabar a “putaria” espalhada nos smartphones pelo WhatsApp (no Facebook a pessoa é punida se dissemina conteúdo erótico)? Será que o aplicativo ficará instável como o Facebook, que hora ou outra para de funcionar?

A princípio nada irá mudar, como disseram os próprios criadores do WhatsApp. Quando o Instagram foi vendido para o Facebook muitos boatos se espalharam, e apesar de implementadas as postagens pagas, não houve grandes mudanças para os usuários, o que dá uma brecha para acreditar que será assim com o WhatsApp.

A maior preocupação das pessoas se refere à privacidade. Ora, se quiser manter em sigilo tudo que faz, melhor nem entrar na internet. Você usa as redes sociais de graça e acha que os donos são caridosos e que não querem ganhar nada com isso? Suas informações geram (muito) dinheiro para eles e é assim que eles mantêm sua “Fazendinha”.

Querendo ou não, sua vida está nas mãos do Google, o grande oráculo que tudo sabe e tudo vê, e de Mark Zuckerberg, a maior vizinha fofoqueira do mundo, aquela que sabe todos os detalhes da sua vida.

A verdade é que os próprios usuários já estavam levando um pouco do ~Feice~ para o ~ Whats~ mandando em grupos montagens de Gina Indelicada, Dilma Bolada, notícias falsas de briguinhas entre partidos políticos e até correntes para salvar crianças com cliques.

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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