A quase entrevista com o craque

Por Rodolfo Rodrigues

gravador

O grande culpado?

Ter a oportunidade de chegar perto de um grande ídolo e fazer algumas perguntas: este é um dos sonhos de muita gente, que poucos conseguem realizar. Alguns conseguem realizar em partes, como é o caso que irei contar a seguir.

Junho de 2004, estava na faculdade de jornalismo e fazia a matéria optativa de jornalismo esportivo, com a professora Márcia de Lemos. Fomos ao Mineirão para um trabalho de campo, conversar com algumas pessoas da imprensa e acompanhar o trabalho dos profissionais em dia de jogos.

A partida era Cruzeiro e Paysandu, válida pelo Campeonato Brasileiro. Nesta história, o placar é o que menos importa, mas se alguém tem memória curta ou ficou curioso, foi 1 a 0 para o Cruzeiro, gol de Martinez.

Este jogo marcava a despedida do craque Alex, mas não foi sua última partida com a camisa do Cruzeiro, já que não jogou. Ele entrou em campo apenas para receber diversas homenagens, antes de sua partida para a Turquia.

Eu, a professora e os colegas que faziam esta matéria, ficamos nas antigas tribunas (acho que era esse mesmo o nome) do Mineirão, mas um dos caras da turma, chamado Breno Mendes, teve a ideia de tentar passar para outro setor com o intuito de entrevistarmos alguma personalidade para a rádio da faculdade.

Com toda sua cara de pau, ele me chamou e disse que era para apenas segui-lo. Passamos perto de um segurança e Breno o cumprimentou como se fosse membro da imprensa que estava ali todos os jogos, então nos sentamos. O celular tocou, era Márcia perguntando onde estávamos e de longe acenamos mostrando nossa nova localização.

Nos novos assentos dava para avistar Alex. Em um momento (não me recordo se foi no intervalo da partida), ele saiu em direção ao banheiro acompanhado por seguranças. Eu e Breno levantamos e fomos esperar na porta para tentar falar com ele. Assim que ele saiu, o abordamos e perguntamos se ele poderia dar uma palavrinha com a gente. Com toda simpatia, ele respondeu que sim. Breno pegou o gravador digital e começou a perguntar. Também fiz minhas perguntas, em um dado momento notei que Breno fez uma cara estranha. Ao final, agradecemos a atenção de Alex e desejamos boa sorte na Turquia.

Assim que ele saiu, Breno olhou pra mim e disse que havia acontecido algo errado. Quando colocou para ouvir a gravação, não havia gravado absolutamente nada. Até hoje não sei se o gravador “deu pau”, ou se ele não apertou direito.

Quando reencontramos o pessoal fomos rapidamente contar a novidade, a maioria não acreditou, achou que era uma invenção nossa, já que não tínhamos como provar.

Nunca escrevi sobre isto, apenas comentei com amigos. Agora, pouco mais de nove anos depois, resolvi transcrever esta história que é, sim, totalmente verídica.

Anúncios

Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
Esse post foi publicado em Memória. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s