Beagles, testes e proteção animal

*Claudiane Carvalho Trindade

bigo

Montagem SOS Bichos

 

 

Não é segredo para ninguém que amo e tento fazer o máximo possível pelos animais.

O que me incomoda é ver tantas críticas direcionadas a quem ajuda, e nem falo de mim, que pouco faço, mas daqueles que fazem muito mais. São críticas de todas as maneiras possíveis, mas as que vejo serem mais frequentes são as que comparam animais abandonados e crianças carentes. Diante dessas, a primeira coisa que penso é: “se tem tanta gente preocupada com o bem-estar do ser humano, não deveria ter tanto problema por aí.” Sociologia à parte, foco nos animais.

Não acho errado comparar animais e seres humanos, os comparo o tempo todo, para mim são seres vivos que merecem respeito por igual. Particularmente, escolhi ajudar mais os animais (não em detrimento dos humanos, caridade não foi feita para ser divulgada) por achar que são mais indefesos e têm menos pessoas preocupadas com seu bem, o que só vai se confirmando, diante de tamanha “indignação” com os protetores que dedicam seu tempo em prol dos animais. No caso de animais, a divulgação é necessária e imprescindível.

Importante frisar que, protetor que é protetor, não se preocupa com raça, tamanho ou condição do animal, como supõem algumas pessoas de má-fé, vide o caso dos cães de Santa Cruz do Arari, no qual vários protetores se mobilizaram e conseguiram dar um final um pouco menos triste para esta história (o fato: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/06/prefeito-de-santa-cruz-do-arari-pa-causa-polemica-ao-cacar-caes-de-rua.html).

São várias as histórias que estão tomando proporções grandes, como caso de mortes em pet shop, espancamento, mobilização contra carroças, dentre várias outras, mostrando o aumento na mobilização das pessoas em torno do bem-estar animal.

O caso mais recente, dos beagles, coelhos e roedores do Instituto Royal em São Roque/SP, infelizmente, é apenas uma pequena parte do problema. Ainda existem muitas marcas que fazem testes em animais, realizando inclusive a vivisecção (dissecação dos animais VIVOS para estudo), que infelizmente, é permitida pela lei.

O que podemos fazer de imediato e com eficácia para ajudar é procurar nos informar e evitar o consumo destas marcas (procure o selo “cruelty free” e dê uma olhada nas listas abaixo). Atualmente, várias empresas realizam seus testes sem qualquer maltrato animal. É possível e tão eficaz quanto maltratar um animal para testar produtos.

Qualquer evolução na proibição e/ou impedimento de testes, especialmente os mais cruéis, deve ser comemorada. Estando a população mais atenta e mais informada, as chances crescem exponencialmente. Por esse motivo, gostei da repercussão deste caso, com maioria apoiando os protetores (outros grupos prefiro não comentar), como deveria ser! Agradeci muito, mentalmente e, lamentavelmente, à distância, a todas essas pessoas que se dispuseram a acabar com isso, saíram do sofá e buscaram um mundo melhor, pois é assim que se começa. Agora, torço para que surjam pessoas dispostas a ajudar estes protetores a se livrarem de possíveis e prováveis acusações. Eu vou tentar.

 

Petição contra os testes do Instituto Royal: https://secure.avaaz.org/po/petition/MANIFESTATION_ROYAL_INSTITUTE/?pv=36

Aproveitando a oportunidade, listas confiáveis:

* De multinacionais que testam/não testam em animais: http://www.vista-se.com.br/testes/

*De empresas brasileiras que NÃO testam em animais: http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm

 

 

 

*Tributarista em formação, amante dos animais e namorada do “dono” do blog.

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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