RIR e minhas impressões do primeiro fim de semana

Por Rodolfo Rodrigues

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Orquestra Sinfônica Brasileira. Crédito: Flickr Rock in Rio

Neste último final de semana começou mais uma edição do Rock in Rio, no Brasil, e como sempre voltam as polêmicas sobre os músicos: “como um festival que leva o nome de rock toca axé e pop?”. Simples, o Rock in Rio é uma marca, um evento de entretenimento e música, nunca foi um festival exclusivo para o rock, e isso vem desde a primeira edição em 1985, quando Ivan Lins e Elba Ramalho se apresentaram, só para citar dois entre tantos outros não roqueiros que tocaram. Hoje em dia, os grandes festivais do mundo levam artistas de outros estilos fora o rock.

Voltando a atual edição, me surpreendi com alguns shows, cantores (as) e bandas que não conhecia, principalmente no palco Sunset, uma das coisas mais legais do RIR.  Alguns músicos que não fazem meu estilo também fizeram apresentações que gostei.

Resolvi então comentar algumas coisas (o que mais me chamou a atenção), dentro do que vi ao vivo na TV, ou pela internet.

Na sexta o palco principal foi aberto com a apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira, que mandou vários clássicos, inclusive Metallica. Arranjos sensacionais, uma linda apresentação. Depois foi a vez do tributo a Cazuza, gostei bastante das interpretações de Paulo Miklos e Ney Matogrosso e, é claro, do Barão Vermelho. As demais não achei bacana.

Os principais shows do dia foram de Ivete Sangalo, que é muito boa no que faz, do DJ David Guetta (não consigo entender show com dj, imagino apenas apertando um ipod) e de Beyoncé que também é muito competente no que se propõe, canta muito e dança da mesma maneira, não é porque não curto que vou criticar. Ela é uma baita artista.

Neste mesmo dia, no palco Sunset, curti a apresentação da banda Vintage Trouble que teve a participação da cantora Jesuton, britânica radicada no Brasil. Maria Rita também mandou bem com uma homenagem a Gonzaguinha. Grande show do Living Colour, que na minha visão tocou no dia errado e merecia o palco Mundo.

Até aqui, o sábado foi o melhor dia em minha opinião, o palco principal não havia nada que me agradasse, apesar de reconhecer bons trabalhos de alguns. Capital inicial, Thirty Seconds to Mars, Florence and the Machine e Muse foram as estrelas da noite, mas o secundário foi arrebatador.

O palco Sunset começou com um showzaço da banda Autoramas com participação do BNegão. Depois o veio o grande Mark Ramone, ao lado Michale Graves, punk rock de primeira. A banda mandou grandes clássicos dos Ramones, sensacional, levantou o público, de casa deu para sentir a atmosfera.

Assim como no primeiro dia, rolou também um tributo a outro grande expoente do rock brasuca. Desta vez, o homenageado foi o maluco beleza Raul Seixas. O show foi comandado pelo Detonautas, com participação de Zélia Ducan e Zeca Baleiro. No geral, foi bacana, alguns arranjos diferentes, gostei.

Outro que merecia palco Mundo e detonou no Sunset foi o The Offspring. Putz, relembrei minha adolescência quando arranhava na guitarra acordes dos caras, muito bom voltar a ouvir músicas que há tempos não escutava. Show nostálgico.

No domingo, o Sunset começou a apresentação da cantora Aurea e da banda The Black Mamba, confesso que nunca havia ouvido falar deles, mas gostei bastante do show, me surpreendeu positivamente, blues e soul music de primeira.

Depois quem subiu ao palco foi Nando Reis, em um show que contou com a participação de Samuel Rosa. Os dois mandaram vários hits, que fizeram a plateia cantar junto, bom show. Logo após, surgiu outra novidade para mim, a neozelandesa Kimbra. Até agora não tenho opinião formada se gostei ou não, mas a participação do Olodum no show foi muito legal, principalmente apresentando ao lado da cantora a música “They don’t care about us”, de Michael Jackson.

A última apresentação do palco Sunset foi do ótimo George Benson, ao lado de Ivan Lins. Este dueto aconteceu em 85, na primeira edição do festival.

Já no palco Mundo, os primeiros a entrarem no palco foram os “arroz de festa” do Jota Quest. Depois veio a cantora Jessie J, seguida por Alicia Keys que canta muito, show que teve uma participação de Maria Gadú. Por fim, a noite de encerrou com Justin Timberlake, que é outro grande artista, canta bem, dança bem e ainda é ator. Não preciso falar que não gosto do estilo, mas é inegável a qualidade do cara.

Agora é esperar quinta-feira (19), quando os shows voltam a agitar a cidade do rock. Na próxima semana digo minhas impressões dos quatro próximos dias de espetáculos.

 

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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