O torcedor, a imprensa e a generalização

Por Rodolfo Rodrigues

Joio e trigo

As redes sociais deram voz ao torcedor. Tudo que é escrito ou falado pela imprensa (neste caso específico, a esportiva) se espalha rapidamente na internet. Uma crítica a alguma equipe faz com que o torcedor se revolte e comece a agredir todos nas redes sociais.

É claro que existem péssimos profissionais na imprensa, assim como existem péssimos advogados, médicos, políticos, engenheiros e por aí, vai. O problema é a generalização.

Quando um erro de um médico mata alguém, ou quando um engenheiro constroi um prédio com areia da praia, você sai gritando aos quatro cantos que nenhum médico ou nenhum engenheiro presta? Duvido muito, mas com a imprensa é sempre assim. O torcedor adora dizer que a imprensa persegue o time A, ou defende o time B e que a imprensa não presta.

Ora, cara pálida, a imprensa não é uma pessoa. Se algum profissional fez algo errado, inventou ou aumentou alguma notícia, cobre dele e do veículo para o qual ele trabalha. Mande e-mail, ligue etc.. Só não venha colocar toda a imprensa no mesmo pacote, saiba separar as coisas.

Ninguém vai acertar sempre e nenhum time vai receber elogios sempre. Ou você acha que no seu clube de coração não tem nada errado e todo mundo é perfeito?  Se quiser ler somente coisas boas, acesse o site oficial. O engraçado é que a turma que reclama de tudo não gosta muito de elogiar quando as matérias jogam sua equipe para cima: “ah, isso é obrigação”.

Há uma grande diferença entre relatar um fato e criar uma crise. Muitos torcedores não sabem o que é isso, talvez por culpa do ensino que é precário em diversos lugares, saber interpretar as coisas não é pra todo mundo.

Como disse anteriormente, existem sim péssimos profissionais na imprensa, alguns de caráter duvidoso, outros com falta de preparo e conhecimento (tem gente que não sabe o que é um 4-2-3-1 e outros ainda pensam que o Hulk é centroavante) e veículos que adoram o sensacionalismo. Outro fator precisa ser levado em conta: nem sempre o repórter diz algo que ele concorda, acima dele há superiores e a linha editorial do veículo que ele trabalha. A solução pra isso é parar de ler, assistir ou ouvir. É muito fácil saber separar o joio do trigo.

Mas, por outro lado, temos ótimos profissionais. Uma geração estudiosa que acompanha e se atualiza sempre. Na minha visão, os ruins são a minoria, e estes não podem sujar o nome dos que fazem um bom trabalho.

Se o clube ou algum atleta achar que estão inventando algo que não existe, que venha a público e cobre do veículo que divulgou. Assim como fez o Palmeiras esta semana. Leia aqui.

 

 

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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