Bernard na seleção, a vitória da persistência

Por Rodolfo Rodrigues

bernard

Enfim, chegou a grande chance que o jovem Bernard sonhava. O técnico Felipão se rendeu ao seu talento e o convocou para a Copa das Confederações.

É fato que ele havia sido chamado por Mano Menezes para os jogos contra a Argentina no ano passado, mas aquilo, na minha visão, não era a verdadeira seleção brasileira e sim um combinado de atletas que atuavam no Brasil. A chance real é agora.

O jovem atleticano vem mostrando um futebol de encher os olhos, desde o ano passado. Além de sua qualidade, um dos motivos para o jogador ter conseguido se firmar no Atlético foi a presença de Ronaldinho Gaúcho no time. Tudo que um jogador recém-saído das categorias de base precisa é de alguém que chame a responsabilidade e que fique a frente dos holofotes, para que ele (garoto) possa desenvolver seu futebol sem pressão, e sem a obrigação de resolver tudo sozinho.

Bernard é uma espécie de jogador que infelizmente vem entrando em extinção nas categorias de base: baixinhos velozes e habilidosos.

Os treinadores ainda preferem os grandalhões que impõem a força ao invés da qualidade técnica, talvez para vencer os jogos e se manter no cargo, já que altura e força fazem muita diferença na base. Uma pena, já que o futebol brasileiro sempre se caracterizou pela habilidade de seus atletas.

Agora ídolo da torcida atleticana, falado e exaltado em todos os lugares do Brasil e, como não poderia deixar de ser, na imprensa internacional, por pouco Bernard não foi outra vítima da preferência por jogadores com o físico mais apurado, digamos assim. O jogador chegou a ser dispensado duas vezes das categorias de base do Atlético, como mostra essa reportagem de 2012, no site Superesportes .

É óbvio que a convocação de Bernard é mérito pessoal do atleta, mas pode ser considerada uma vitória de todos os baixinhos. Uma vitória da habilidade sobre a força. Imagine se Romário e Juninho Paulista, dentre outros, fossem fazer teste nos dias de hoje, nas categorias de base de qualquer clube brasileiro. A dificuldade seria enorme.

Se Bernard vai jogar e se firmar na seleção, somente o tempo irá responder. Jogar na seleção é diferente de jogar em clube, mas a convocação é mais do que merecida.

 

P.s.: Aqui uma “previsão” do jornalista Alexandre Silva, feita em 2010, quando Bernard era um jovem desconhecido, emprestado ao Democrata de Sete Lagoas.  LEIA

 

 

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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