Uma torcida menos ‘coxinha’, por favor

Por Rodolfo Rodrigues

torcidas

“Lêlêlê ôô… Brasil eu sou”, “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Assistindo aos jogos da seleção é fácil chegar à conclusão que os torcedores que acompanham o escrete canarinho só conhecem essas duas músicas (se é que podemos chamá-las assim).

A criatividade que sobra quando falamos de torcida de clubes, desaparece nos jogos da seleção. Vários fatores podem explicar isso, um deles é a falta de aproximação da seleção com o torcedor. De 2003 para cá, foram realizados 70 amistosos da equipe da CBF, destes apenas sete foram no Brasil, contando com o jogo contra o Chile, no Mineirão. Informação do futdados.

Outro motivo que pode estar relacionado é o fato dos torcedores da seleção serem diferentes dos de clube. Em grande parte, quem frequenta esse tipo de jogo não está acostumado a ir a partidas de clubes. Só comenta futebol quando o time que ele supostamente torce ganha alguma coisa. Só vai ao estádio para postar foto no facebook e no instagram, nada contra quem posta, eu mesmo utilizo muito as redes sociais, mas estou dizendo das pessoas que tem isso como prioridade no jogo. Partida da seleção é quase uma “balada”.

A geração Playstation também é grande culpada. A molecada acha que as partidas reais são iguais as do videogame.

Infelizmente, com a elitização do futebol brasileiro, a tendência é piorar. Daqui uns dias assistir opera será mais animado que ir ao estádio, já que estão proibindo instrumentos, bandeiras, faixas, etc.

Não sei bem ao certo o que poderia ser feito para mudar um pouco, o amigo Guilherme Novais, que é profissional da área de marketing, sugeriu que a marca de cerveja patrocinadora da seleção faça um concurso com os melhores gritos, uma espécie de competição. Os melhores gritos de guerra seriam amplamente divulgados para que as pessoas pudessem conhecer.

Não sei se daria certo, a única certeza que tenho é que se o futebol da seleção brasileira continuar do jeito que está, as musiquinhas chatas serão substituídas pelas vaias durante a Copa do Mundo. E isso tanto pelos “coxinhas”, ops, novos frequentadores de estádio, ou pelo torcedor tradicional.

 

 

 

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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Uma resposta para Uma torcida menos ‘coxinha’, por favor

  1. Guilherme Novais disse:

    Não acredito que o rendimento recente ou o poder aquisitivo dos torcedores influenciem isso, uma vez que tipo, desde 1980 essas canções são ultrapassadas e dentro de clubes você encontra torcedores com padrão de vida alto entoando gritos e torcendo com coração. Realmente, a ausência da seleção em solo brasileiro pode ser um fator que influencie, tendo em vista que em épocas de eliminatórias a torcida começa a esquentar, apesar de não conseguir atingir aquele ápice do apogeu. O grande problema é que agora a seleção está em solo brasileiro e a torcida não está encantando (tome como exemplo a torcida alemã em 2006, a sul coreana em 2002 e a sul africana em 2010, mas principalmente a alemã). algo deveria ser feito.

    Olha que fantástico esse video:

    Torcedores ingleses na copa da alemanha parodiando uma musica tradicional alemã fazendo provocações a respeito da guerra. Isso é fazer torcida de clube para seleção.

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