Fanatismo e falta de respeito nas redes sociais

Por Rodolfo Rodrigues

LIBERDADE_DE_EXPRESSAO

Todo mundo conhece pessoas fanáticas por alguma coisa, seja religião, futebol, política etc. Condeno qualquer tipo de fanatismo, acho que as pessoas precisam ter a mente aberta e saber escutar o que os outros têm a dizer. Não precisa concordar com tudo, mas é bom ter educação para ouvir.

Qualquer um pode e deve defender seu ponto de vista e aquilo que acredita. Mas é preciso saber como fazer isto. Achar que você está certo a todo custo e o outro é errado porque pensa diferente é uma burrice sem tamanho.

É clichê falar que o mundo seria um saco se todos pensássemos igual, mas é a pura verdade. As diferenças fazem bem, desde que sejam respeitadas. Ninguém pode impor nada.

De uns tempos para cá, venho notando que o fanatismo e a falta de respeito andam tomando conta das redes sociais. Os fãs defendem seus ídolos, sejam eles cantores, atores, bandas, ou jogadores de futebol, de forma veemente. Os torcedores não podem ler ou escutar uma crítica ao seu clube do coração que já começam com as agressões e ofensas. “Você tem o direito de opinar, desde que sua opinião seja a mesma da minha”: esta tem sido a lei da internet.

A principal característica das mídias sociais no Brasil é a eterna briga dos que gostam de alguma coisa contra os que não gostam.

Para alguns, o jornalista bom, ou o veículo de comunicação bom é aquele que fala o que ele quer ouvir ou ler. Ora, se você quiser ler apenas coisas boas sobre seus cantores, atores, jogadores ou times favoritos, comece a acessar somente o site oficial.

A morte do cantor Chorão mostrou mais uma vez o que vem se tornando as redes sociais. Os fãs fizeram várias homenagens, chamando o vocalista de poeta, e os que não são fãs começaram a brigar e discutir achando um absurdo chamá-lo de poeta. Tentei não entrar nesta discussão, mas aqui vou dar minha opinião. Gosto do primeiro disco do Charlie Brown e também acho legal algumas outras músicas. Apesar de não achar que Chorão seja um poeta (acho um bom compositor), não acho tão absurdo que alguém pense diferente, já que poeta pode ser bom ou ruim (não estou falando que ele é ruim). Tem gente que exalta o Caio Fernando de Abreu e o Pedro Bial (que eu já falei mal várias vezes, mas não fico batendo boca com quem gosta).

A internet deu voz a todo mundo, isto é bom, mas muitas pessoas perderam a noção e querem falar mal e reclamar de tudo, na grande maioria das vezes só por reclamar. Alguns por problemas de interpretação de texto (você diz A e o cara entende B), outros apenas para arrumar atrito. A sensação que dá é que as pessoas ficam mais valentes escondidas atrás de uma tela. Falam coisas que não teriam coragem de dizer pessoalmente.

Acho muito legal quando as pessoas discordam do que eu falo ou escrevo, mas isto é bom quando apresentam argumentos inteligentes e embasados, me faz refletir e pensar se falei bobagem ou se coloquei minhas ideias de maneira equivocada. Quando aparece babaca que só pensa em ofender gratuitamente, eu ignoro. Antes eu até discutia, mas com o tempo aprendi que é melhor deixar pra lá.

A sensação é que as pessoas querem descontar todos os seus problemas no primeiro que fala algo que desagrada. Já pensou se as pessoas cobrassem os políticos da mesma maneira que defendem seus ídolos? O mais engraçado é que na mesma semana, ou em alguns casos, até no mesmo dia, você passa de gênio para idiota, de acordo com algo que você falou.

Vivemos em um país democrático, todos podem falar o que pensam. Ideias diferentes servem para enriquecer o conhecimento. O problema é saber expor suas ideias. Para discordar não é preciso ser mal educado. Basta saber dialogar.  Educação é fundamental.  Sempre critico ou falo mal de coisa que não gosto. A rede social é minha e falo o que eu quero, mas evito ao máximo (e acho que consigo), não ofender quem gosta do que não gosto.

Se você tiver estressado e a fim de jogar seus problemas em cima de outra pessoa, vou te ajudar e citar algumas coisas que não curto, pode me xingar a vontade. Não gosto de filme de terror, de axé, funk, samba, acho Elton John, João Gilberto e Chico Buarque um saco (mas respeito à história deles). Detesto Los Hermanos. Acho sertanejo universitário uma das coisas mais idiotas no meio musical. Não curto cinema europeu. Acho que Restart não é rock, e muito menos música. E por aí vai, chega, também não gosto de ficar listando coisas que não gosto.

Tenho o direito de não gostar de um monte de coisa, assim como várias pessoas detestam coisas que eu curto. Mas tento respeitar, sei que às vezes é difícil, mas tento.

Isto não é um divã, mas este é mais um texto ‘mea culpa’ que escrevo neste blog…

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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