Atlético precisa usar melhor ($) a imagem de Ronaldinho

Por Rodolfo Rodrigues

Atlético 2 x 1 São Paulo

Dentro de campo, futebol é bola na rede e conquista de títulos, mas para isto é preciso ter grana para investir, e para ter este dinheiro é preciso conhecer o futebol fora das quatro linhas. Além de patrocinadores e direito de transmissão, os clubes precisam encontrar novas maneiras de otimizar suas receitas.

O Atlético vive um bom momento desde o ano passado. A equipe vem mostrando bom futebol e segue brigando firme por grandes títulos. Mas tudo que está bom pode melhorar.

Contratado no ano passado com a desconfiança de muitos (inclusive a minha), depois de um período conturbado no Flamengo, Ronaldinho Gaúcho vem sendo uma peça fundamental para o técnico Cuca. O retorno que ele dá dentro de campo ao Atlético é mais do que conhecido.

Agora é preciso buscar melhorar o retorno fora dele. Quando o Atlético viaja, são comuns as imagens de fãs exaltando o craque. O alvinegro deixa de captar ótimos recursos financeiros sem um departamento de marketing. Imagina o tanto de ações lucrativas que daria para realizar usando a imagem de Ronaldinho Gaúcho. Lançamento de produtos aliando o nome do atleta com a marca do clube é o mínimo a se pensar. A Copa do Mundo está batendo na nossa porta, várias empresas investindo pesado em publicidade, uma parceira clube/atleta seria importante para levar a marca para outros lugares do planeta e conseguir novos patrocinadores.

Todo mundo sabe que Ronaldinho é um cara avesso a entrevistas, mas até isto pode ser usado com criatividade para alguma ação. Ideias não faltam, mas não cabe a mim citar aqui, até porque não vou receber nada. Marketing não é apenas vender camisa de jogo.

Em 2009, o presidente Alexandre Kalil acabou com a área de marketing do clube, alegando que a diretoria de marketing havia demandado cerca de R$ 3 milhões e não havia criado nenhum negócio consistente, conforme matéria do site Máquina do Esporte.

Segundo a mesma reportagem, Kalil chegou a afirmar que “marketing no futebol é coisa para vigarista” e reafirmou que é capaz de fazer marketing sem profissionais contratados para a função.

Infelizes as palavras do dirigente atleticano. Pode ser sim, que seu departamento de marketing não fazia nada consistente, mas generalizar não é o ideal. Não conheço o trabalho de quem estava lá e não posso julgar. Mas temos exemplos e mais exemplos de ótimos profissionais de marketing atuando em diversos clubes do país, que ajudam a gerar lucro.

Vejo que Kalil e Atlético estão perdendo uma grande oportunidade, já que possuem em mãos um jogador de muito carisma, adorado em várias partes do mundo.

Fora do Brasil, o bom uso de ferramentas e ações de marketing é um grande exemplo. Nos esportes americanos, a organização e os diversos detalhes que envolvem uma partida são primordiais para a rentabilidade. É preciso saber vender seu produto e eles sabem como ninguém. No futebol europeu, os grandes clubes também dão show em ações. Levando suas marcas para Ásia, África e o “Mundo Árabe”.

No Brasil, se compararmos com os exemplos citados anteriormente, isto é certa novidade, mas já temos ótimos profissionais fazendo coisas muito interessantes na área.

É preciso criatividade e uma boa equipe de marketing para realizar ações lucrativas para as entidades.

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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