Erivelto, Bismarck e outro lado da bola

Por Rodolfo Rodrigues


Fama, glamour, salários milionários, festas badaladas, belas mulheres e carros importados. Muitas pessoas imaginam que assim é o mundo dos jogadores de futebol. Pode até ser, mas isso é para uma minoria que deu sorte na vida, digamos assim.

De acordo com uma reportagem do jornal Extra, do Rio de Janeiro, publicada em 2012, 82% dos jogadores de futebol, no Brasil, recebem até dois salários mínimos. Por outro lado, apenas 2% ganha acima de R$ 12,4 mil por mês. Os dados da reportagem foram passados pela própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Muitos jovens que abandonam os estudos cedo, em busca do sonho de ser jogador, ficam sem rumo na vida quando a carreira não dá certo. Alguns outros ficam pulando entre diversos clubes pequenos, várias vezes levando calote no salário, que já não é dos melhores.

São poucos os clubes que pensam no lado do cidadão, colocando escola, assistente social e psicólogo para trabalhar com a molecada. Há garotos que chegam aos clubes com 10 anos de idade e quando completam 18 são descartados como se fossem lixo.

Esta semana tivemos um exemplo de jogador que passa por dificuldades, Bismarck, meio campista do Campinense, que está na final da Copa Nordeste. Em entrevista ao Esporte Interativo, logo após o jogo contra o Fortaleza, o jogador emocionou a todos ao mandar uma mensagem para seu pai, dizendo que iria ajudá-lo a arrumar a casa. (assista o vídeo no início deste post).

Na terça-feira (5), a assessoria de imprensa do América de Teófilo Otoni divulgou que o atacante Erivelto, 30 anos, pediu dispensa do clube, porque passou em um concurso público na cidade de Guarulhos, sua terra natal, para o cargo de auxiliar administrativo. Não sei o salário do jogador e não me interessa, mas mesmo sem conversar com o atacante, acredito que ele esteja pensando no seu futuro, já que a carreira de jogador é curta e atuar em clubes do interior não é algo fácil.

Quando trabalhei no Jornal Vale do Aço, fiz uma matéria, em 2009, com um lateral chamado Denílson, onde mostrava a dificuldade que vários jogadores encontram para buscar um clube para jogar. LEIA AQUI.

O futebol é fascinante e mexe com a emoção de milhões de pessoas. Vários pais sonham em ver o filho atuando como profissional, e é claro, várias crianças sonham em ser o novo Messi. Se você tem um sonho tem mais é que correr atrás, mas é preciso saber a hora de parar e buscar outra coisa. Os conselhos e o apoio familiar são fundamentais.
Tentar conciliar com os estudos, o que nem sempre é possível, seria uma boa opção. Mas, nunca é tarde para mudar, caso não dê certo. Erivelto é um exemplo, com 30 anos.

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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