Victorino e o custo benefício

Por Rodolfo Rodrigues

Victorino/Foto Vinnícius Silva

Ele chegou ao Cruzeiro, no início de 2011, com status de grande jogador, depois de uma novela envolvendo sua contratação junto a Universidad de Chile por R$ 3,4 milhões de reais.

Victorino jogou com Montillo no clube chileno, onde se destacaram, e o meia argentino foi um dos responsáveis por indicar o defensor, que jogou a Copa do Mundo de 2010 pela seleção do Uruguai.

Fazia tempo que o Cruzeiro buscava um xerife para sua defesa e a torcida criou uma enorme expectativa em cima do jogador (muitos sem nunca tê-lo visto jogar).

Em 2011, na Copa Libertadores, Maurício Victorino fez boas partidas e deu uma enorme esperança ao torcedor cruzeirense de, enfim, achar um ótimo zagueiro, depois da saída de Edu Dracena, em 2006.

Mas a sua sequência não foi das melhores, seu futebol sofreu uma queda vertiginosa, aliado a uma série de lesões que o tirou de campo diversas vezes.

Segundo o ótimo site especializado em estatísticas do futebol, futdados, desde que chegou a Minas Gerais, em 2011, Victorino jogou 56 partidas com a camisa do Cruzeiro, e neste período, o Cruzeiro fez 120 jogos (até o jogo contra o Guarani, pelo Campeonato Mineiro), ou seja, o jogador atuou em 46% das partidas. Claro que ele não ficou de fora apenas por opção dos treinadores, as lesões atrapalharam e ninguém se machuca porque quer, mas o número de jogos em que ele atuou é pequeno. Atualmente o jogador se recupera de uma lesão no tendão de Aquiles.

No Brasil, muitas vezes apenas pelo fato do jogador ser estrangeiro, ele sempre tem crédito pelo torcedor. Até hoje, vários cruzeirenses ainda apostam todas suas fichas no zagueiro. As pessoas gostam de grife. Minha dúvida é: se ele tivesse vindo do interior, ou da base, será que teriam a mesma paciência e esperança?

Durante algum momento na carreira, ele mostrou bom futebol, mas no Cruzeiro, seu histórico não é dos melhores, seja por deficiência técnica, ou pelas várias lesões. Chegou ao ponto do jogador não entrar em campo pelo Cruzeiro, viajar para se apresentar na Seleção, ficar no banco por lá e voltar contundido.

O custo benefício de Victorino é péssimo para o Cruzeiro e o jogador que possui contrato até fevereiro de 2015, ainda está devendo.

 

 

Foto: Vinnícius Silva

Anúncios

Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
Esse post foi publicado em Esporte. Bookmark o link permanente.

3 respostas para Victorino e o custo benefício

  1. Concordo com cada palavra, com cada vírgula, há muito tempo Victorino vem jogando com a fama, uma vez ou outra tem algum lampejo e faz uma boa jogada e só.
    Já deveria estar na lista de jogadores dispensáveis há muito tempo.

  2. Ricardo disse:

    Concordo que o Victorino é um jogador que não nos deu retorno devido,porém colocá-lo como jogador de grife e fazer uma comparação com jogador proveniente do interior acho errado.A questão da grife que vc diz é porque o jogador adquiriu fama e status para tal,ele é um jogador que era da seleção do seu país e fazia grandes apresentações.A torcida espera uma melhora técnica pois ele já atuou em alto nível inclusive em semi de copa do mundo,acho que ele não foi bem por aqui mas não pode ser comparado a jogador de interior ou da base.

  3. Pingback: Victorino merece nova chance?|Bloguerreiro

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s