O melhor amigo dos tempos modernos

Por Rodolfo Rodrigues

smartphones

Logo que acorda, a primeira coisa que faz é olhá-lo e acariciá-lo. Depois responde o que está acontecendo pra um e fala qualquer bobagem (ou não) para outro. Muitas vezes ficam observando algumas imagens. Alguns gostam de dar bom dia.

Toma banho pensando se já tem alguma novidade. Quando tem tempo, toma café da manhã com ele nas mãos, lendo, escrevendo, xingando, reclamando ou apenas palpitando.

Vai para o trabalho de carro, ônibus ou metrô, sempre com ele ao lado. Alguns são altos e magros, outros baixos e gordinhos.

O novo (não tão novo assim) melhor máster ultra mega best friend é o celular, para alguns o tablet, mas o smartphone ainda é o campeão de amizade.

É muita loucura se pararmos para pensar como as coisas estão tomando um rumo. O celular virou parte do corpo humano. Há pessoas que não conseguem mais viver sem este melhor amigo. A amizade ficou doentia.

Óbvio que um aparelho inteligente facilita a vida de todo mundo. Checar e-mail, redes sociais e até ligar (sim dá pra ligar com estes aparelhos), em qualquer lugar a qualquer momento, diminuiu as distâncias e facilita o trabalho de muita gente.

O problema é que com as coisas boas vem junto as coisas ruins. Graças a estas facilidades, as pessoas estão trabalhando mais. Não adianta, no trânsito é um e-mail sendo respondido. No churrasco ou no happy hour com amigos, um telefonema ou uma mensagem do trabalho chega.

Já chegamos ao cúmulo de na mesma mesa de bar pessoas se comunicarem via celular em vez de conversarem pessoalmente.

Sou um usuário de smartphone e gosto muito de redes sociais, mas acho que algumas pessoas estão passando dos limites (sei que uso bastante, mas ACHO que ainda não sou viciado). O mundo virtual é muito legal e divertido, mas o mundo real é melhor (precisa ser melhor).

As relações interpessoais precisam rapidamente voltar à moda. Sair para bater-papo, conhecer pessoas, trocar experiências tête- à- tête é fundamental para o ser humano.

A tecnologia é algo necessário, o que é preciso é saber dosar. Usar com sabedoria e moderação.

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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