“Virou coisa de modinha”

Por Rodolfo Rodrigues

gloria-kalil

O futebol europeu, os esportes americanos como NFL e MLB, e o MMA, caíram nas graças do público brasileiro. É cada vez mais comum pessoas usando uniformes e comentando tudo que aconteceu nestas modalidades.

Acho legal este movimento que vem acontecendo no país, isto mostra a força do marketing destes esportes, que sabem explorar seu potencial de mercado.

Com a popularização destas modalidades, surgiu uma nova figura: o cara que não gosta que ninguém passe a admirar as coisas que ele já curtia antes. Esse tipo de gente adora dizer que os novos fãs estão ali somente porque tal esporte virou modinha. Ora, será que essa pessoa prefere que a modalidade que ele curte fique para sempre nos “guetos”?

Eu quando gosto de alguma coisa, trato logo de falar para outros e fico torcendo para que mais gente passe a gostar, assim terei com quem conversar e debater. Apesar de gostar da NFL, não sou um grande conhecedor, mas acho muito legal ver pessoas que entendem debatendo nas redes sociais durante as partidas. Não acompanho há muito tempo, então para os chatos de plantão posso ser considerado um modinha.

Lembro como se fosse ontem, quando comecei a acompanhar o MMA (pra deixar claro, para alguns que ainda não sabem. MMA é o nome do esporte, é a sigla de Mixed Martial Arts, em bom português, artes marciais mistas. UFC é o nome do maior evento deste esporte, e não o nome da modalidade) , eu, Marcinho e Digo Kung Fu (parceiros de Ipatinga/MG) alugávamos fitas VHS (os mais novos nem sabem o que é isto) na locadora, para assistir as lutas do Royce Gracie, em uma época que quase ninguém assistia. Se eu fosse um desses que prefere ver tudo sozinho, acharia o máximo, mas não, eu queria conversar com mais pessoas, ir para a escola e debater com os colegas.

Quem gosta de artes marciais, como é o meu caso e, tenho certeza, que do Marcinho e do Digo também, está adorando essa popularização do MMA. Tirar o esporte do “gueto” é uma oportunidade gigante de acabar com o preconceito.

Lutadores aparecendo em novelas e em programas populares só ajudam a promover, trazer patrocínios e fazer com que o esporte cresça cada vez mais.

Assim como depois de algum tempo, as fitas do Royce incentivaram eu e meus colegas praticar alguma arte marcial (Digo já fazia kung fu, Marcinho fez jiu jitsu e eu fiz sanshou), a popularização faz com que diversas pessoas percam o medo e comecem a praticar. Quanto mais pessoas praticam, maior fica o esporte.

Este “fenômeno” não acontece somente nestes esportes que citei. Durante os Jogos Olímpicos, sempre aparecem os malas pra dizer: “Agora todo mundo conhece tudo do esporte tal”.

Deixa as pessoas assistirem e curtirem o que elas quiserem, superficialmente ou com um maior embasamento. O que não pode, é gente que trabalha com isso (esporte) falar ou escrever bobagem, por falta de conhecimento, já que a função do jornalista é informar.  Se não conhece sobre determinado esporte, e mesmo assim tá a fim de comentar procure se informar.

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Sobre palpitandoocotidiano

Sou jornalista, com pós em empreendedorismo e marketing.
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2 respostas para “Virou coisa de modinha”

  1. Juliano Viana Bahia disse:

    Opa… Isso serve para a música também, especialmente o roquenrou! haha

  2. André Luiz Araújo disse:

    Ótimo post. Concordo plenamente. Se mais pessoas gostarem de beisebol, por exemplo, existe a oportunidade maior de se praticar perto de você. Quem saber pode acontecer até um campeonato brasileiro ou você mesmo virar atleta?

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